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O impacto da comunicação pós-morte no luto

Estudo com 70 indivíduos que vivenciaram comunicação pós-morte com parceiros ou cônjuges falecidos revela que a maioria a considerou reconfortante e útil no seu luto.

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Praticantes experientes de meditação conseguem desligar voluntariamente a consciência?

Estudo revela que praticantes experientes de meditação conseguem modular voluntariamente o seu estado de consciência durante a meditação.

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O que recordamos depois de vermos um filme varia com a idade?

Investigadores avaliaram como jovens adultos e adultos de meia-idade recordam, passado uma semana, informação detalhada de um filme.

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Efeitos de uma intervenção mindfulness online

No âmbito do projeto de investigação 104/18 - Effect of mindfulness on EEG brain activity for cognitive and psychological well-being in the elderly, liderado por Samantha Galluzzi, a equipa de investigação visou avaliar os resultados cognitivos, psicológicos e fisiológicos, a curto e longo prazo, de uma intervenção baseada em mindfulness (MBI) de 8 semanas, adaptada para videoconferência em direto, num grupo de idosos saudáveis. Os resultados, publicados na revista científica BMC Geriatrics, no artigo Cognitive, psychological, and physiological effects of a web-based mindfulness intervention in older adults during the COVID-19 pandemic: an open study indicam que os participantes melhoraram em vários domínios, incluindo memória verbal, atenção alternada e funções executivas, consciência interoceptiva e ruminação entre o antes e o depois do MBI e no follow-up de 6 meses (T6). De notar que as mudanças mais significativas, com tamanhos de efeito médios, foram observadas na memória verbal imediata e na autorregulação na consciência interoceptiva, e estas melhorias mantiveram-se em T6. Além disso, o estudo revelou alterações na modulação da atividade alfa1 e alfa2 do EEG, que se correlacionaram com melhorias na atenção alternada, função executiva e ruminação.

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Será que a autossugestão modula a nossa realidade?

A autossugestão postula que os indivíduos podem influenciar os seus próprios estados mentais e fisiológicos através da repetição de um pensamento, a chamada sugestão. A equipa de investigação liderada por Elena Azañón testou se a autossugestão pode alterar a perceção somatossensorial dos participantes num dedo. Em três experiências independentes, os participantes foram solicitados a modular a intensidade percebida de estímulos vibrotáteis na ponta do dedo através da autossugestão de que essa perceção parece muito forte (Experiência 1, n = 19) ou muito fraca (Experiências 2, n = 38, e 3, n = 20), enquanto eram solicitados a relatar a frequência percebida. Curiosamente, um aumento na intensidade dos estímulos vibrotáteis, mantendo a frequência constante, pode levar a um aumento ou a uma diminuição na sua frequência percebida. Embora a direção desse efeito seja diferente entre as pessoas, ele é geralmente constante dentro de um indivíduo e pode, portanto, ser usado para testar o efeito da autossugestão num desenho intra-sujeitos. Observou-se que a tarefa de alterar a intensidade percebida de um estímulo tátil por meio da autossugestão modula a perceção da frequência tátil. Este estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto de investigação 296/18 - The power of mind: Altering cutaneous sensations by autosuggestion, apoiado pela Fundação BIAL, e publicado na revista científica Scientific Reports, no artigo How the inner repetition of a desired perception changes actual tactile perception.

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Diferenças interindividuais na extinção do medo

No âmbito do projeto de investigação 85/18 - Role of NT3/TrkC in the regulation of fear, apoiado pela Fundação BIAL, Mónica Santos e colaboradores, com recurso a um modelo comportamental de extinção do medo, avaliaram ratinhos que extinguiram com sucesso o medo e aqueles que falharam. As diferenças interindividuais na capacidade de extinguir o medo têm um duplo resultado: primeiro na definição da vulnerabilidade para desenvolver ansiedade e perturbações relacionadas com o medo, e segundo, na determinação da eficácia da terapia de exposição para pacientes com estas perturbações. Efetivamente, os mecanismos de extinção do medo que estão na base das terapias de exposição estão frequentemente comprometidos em pacientes com perturbações relacionadas com o medo. A formação de memórias de medo e a sua extinção depende de eventos de plasticidade sináptica que ocorrem nos microcircuitos de medo e extinção da amígdala. Com recurso ao modelo referido, a equipa identificou o papel crucial do sistema NT3-TrkC na extinção do medo através da modulação da composição NMDAR da amígdala e da plasticidade sináptica. Este estudo valida a via TrkC como um potencial alvo terapêutico para indivíduos com doenças relacionadas com o medo, e revela que a combinação de terapias de exposição com fármacos que potenciam a plasticidade sináptica pode representar uma forma mais eficaz e duradoura para o tratamento de perturbações de ansiedade. Mais informações disponíveis no artigo The amygdala NT3-TrkC pathway underlies inter-individual differences in fear extinction and related synaptic plasticity publicado na revista científica Molecular Psychiatry.

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